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UE disponibiliza-se para coordenar resposta conjunta ao regresso de 'jihadistas' europeus

Mais de 1300 jiadistas estrangeiros encontram-se detidos na Síria.
Lusa 18 de Fevereiro de 2019 às 23:29
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A alta representante da União Europeia (UE) para a Política Externa, Federica Mogherini, disponibilizou esta segunda-feira os seus serviços para coordenar uma resposta conjunta em relação ao regresso dos europeus que combateram com o grupo Estado Islâmico (EI) na Síria.

"Eu ofereci a disponibilidade dos nossos serviços para trabalhar em algumas ideias sobre como coordenar posições sobre esse assunto, como explorar diferentes possibilidades para lidar com o assunto que abrange diferentes áreas", disse Mogherini, no final de uma reunião do Conselho de Ministros dos Negócios Estrangeiros comunitários.

Mogherini afirmou que os ministros discutiram o assunto e que "não é a primeira vez" que debatem o tema, apesar dos comentários do Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, que exortou os países europeus a repatriarem os respetivos cidadãos acusados de pertencerem ao EI, e que estão atualmente detidos na Síria, e a julgá-los internamente.

"A questão sobre o que fazer em relação a eles tinha estado na mesa antes e continua na mesa, independentemente dos pedidos do Presidente dos Estados Unidos", disse Federica Mogherini.

A chefe da diplomacia europeia lembrou que a competência legal é dos Estados-membros: "Cada país tem um quadro legal diferente, incluindo diferentes possibilidades dentro dos gabinetes e governos".

"É uma questão que requer coordenação entre os ministros dos Negócios Estrangeiros, os ministros do Interior, da Justiça e os serviços de inteligência. Abrange várias competências dentro de um único Estado-membro, para não dizer em toda a UE", salientou.

O ministro dos Negócios Estrangeiros português, Augusto Santos Silva, considerou esta segunda-feira "muito complexa" a questão de cidadãos portugueses com ligações aos 'jihadistas', porque o Estado deve prestar proteção aos nacionais, mas não quer em Portugal "pessoas que possam constituir uma ameaça".

Mais de 1300 jiadistas estrangeiros encontram-se detidos na Síria
As Forças Democráticas da Síria, uma aliança armada liderada por curdos, anunciaram que têm detidos mais de 1300 jihadistas estrangeiros do Daesh, que fugiram dos seus últimos redutos na Síria. A informação é avançada por Mustafa Bali, porta-voz das forças curdas.

O porta-voz pede que estes jihadistas sejam rapidamente repatriados pois são um peso para as suas unidades.
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