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"Uma história marcada por muitas lacunas": mãe de Eliza Samudio exige esclarecimentos após aparecimento de passaporte

Numa publicação na rede social Instagram, Sónia insiste que quer "respostas que ainda não foram dadas".

07 de janeiro de 2026 às 13:48

O aparecimento do passaporte de Eliza Samudio, num apartamento em Portugal, 15 anos após o seu homicídio, trouxe atenção novamente para o caso da modelo que, segundo justiça brasileira, foi assassinada pelo então guarda-redes do Flamengo, Bruno Fernandes, em 2010 no Brasil. A mãe de Eliza, Sónia Fátima Moura, diz agora que o caso tem várias lacunas e que os pontos não se encaixam. 

Numa publicação na rede social Instagram, Sónia insiste que quer "respostas que ainda não foram dadas" e que as irá exigir junto das autoridades, acrescentando que esta é um história marcada por muitas lacunas que precisam de ser esclarecidas. "A minha filha merece respeito, verdade e justiça", pode ler-se na publicação.

Sónia falou do sofrimento e exaustão emocional que o aparecimento do passaporte trouxe à tona. "Em relação à matéria publicada ontem sobre o passaporte da minha filha, tudo o que tenho a dizer, neste momento, vem de um lugar de profunda dor e exaustão emocional", escreveu a mãe de Eliza.

Recorde-se que Eliza, na altura com 25 anos, desapareceu numa viagem de regresso a casa quando ia ter com o guarda-redes Bruno Fernandes, com quem tinha tido um filho (na altura com quatro meses) e cuja paternidade não era reconhecida. Desde então nunca mais foi vista. 

Segundo o G1, em 2010, Eliza foi levada à força do Rio de Janeiro, Brasil, para uma propriedade do atleta onde terá permanecido até ser entregue a Marcos Aparecido dos Santos, ex-polícia, que, alegadamente, a terá asfixiado e feito desaparecer o corpo.

O bebé, de nome Bruninho, terá sido encontrado bem de saúde em Ribeirão das Neves.

Bruno Fernandes foi condenado em 2013 por homicídio, ocultação de cadáver e sequestro. A ex-mulher do guarda-redes, Dayanne Rodrigues, também foi julgada, mas não lhe foi aplicada nenhuma pena. O guarda-redes Bruno Fernandes está em liberdade condicional desde janeiro de 2023.

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