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Correio da Manhã

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Vaticano lamenta abusos na Pensilvânia

Santa Sé reage a relatório de investigação que detalha 70 anos de abusos sobre mais de mil crianças por parte de cerca de 300 sacerdotes.
Francisco J. Gonçalves 18 de Agosto de 2018 às 09:46
Papa Francisco
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O Vaticano exprimiu esta sexta-feira "vergonha e dor" ante as revelações de um relatório sobre abusos sexuais na Igreja Católica da Pensilvânia, EUA, que envolvem mais de 300 sacerdotes em abusos a mais de mil crianças, num período de 70 anos.

O relatório de 900 páginas resume as conclusões de uma investigação do grande júri da Pensilvânia e foi divulgado na terça-feira. A reação tardia do Vaticano já mereceu críticas.

O porta-voz da Santa Sé, Greg Burke, afirmou que a Igreja "precisa aprender lições difíceis do passado" e considerou os abusos "criminosos e moralmente repreensíveis", descrevendo-os ainda como "traições de confiança que roubaram aos sobreviventes a dignidade e a fé". Burke disse ainda que os atos dos sacerdotes e bispos têm de ser alvo de punições exemplares.

"Padres violaram crianças de ambos os sexos, e os homens de Deus responsáveis por eles não só não fizeram nada como esconderam tudo", refere o relatório, frisando ainda que "monsenhores, bispos, arcebispos e cardeais têm sido protegidos e muitos deles, incluindo alguns referidos no relatório, foram promovidos".

Burke, contudo, sublinha que há poucos casos após 2002, o que revela, disse, o esforço da Santa Sé para "aumentar a vigilância e assegurar a proteção dos menores".
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