page view
Imagem promocional da micronovela
MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Venezuela denuncia novo derrame de petróleo vindo de Trinidade e Tobago

Governo venezuelano não especificou os locais exatos do derrame de petróleo e referiu um "risco para os ecossistemas marinhos, a atividade pesqueira e as comunidades costeiras".

12 de junho de 2026 às 17:31

Um derrame de petróleo proveniente de Trinidade e Tobago atingiu as costas da Venezuela, superando em magnitude a registada em maio, segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros venezuelano.

O Governo venezuelano não especificou os locais exatos do derrame de petróleo e referiu um "risco para os ecossistemas marinhos, a atividade pesqueira e as comunidades costeiras".

As relações entre a Venezuela e Trinidade e Tobago, um pequeno arquipélago situado a cerca de dez quilómetros da costa venezuelana, estão tensas há vários anos.

Caracas afirmou que o derrame foi confirmado "por imagens de satélite" e referiu que várias entidades ativaram os protocolos de monitorização e mitigação para proteger as costas afetadas.

A Venezuela solicitou ao Governo de Trinidade e Tobago que adote medidas imediatas para evitar novos incidentes e que garanta "total transparência sobre as causas, o alcance e as consequências deste derrame".

O Governo da Presidente Delcy Rodríguez acrescentou que se reserva o direito de tomar as medidas adequadas junto de instâncias internacionais para "determinar responsabilidades, exigir as indemnizações a que haja lugar e prevenir a repetição de factos semelhantes".

No passado dia 09 de maio, Caracas alertou para um derrame proveniente de Trinidade e Tobago com um "grave impacto ambiental" no Golfo de Paria, partilhado por ambos os países, e em zonas costeiras dos estados venezuelanos de Sucre e Delta Amacuro (nordeste).

Um dia depois, o ministro da Energia de Trinidade e Tobago, Roodal Moonilal, afirmou à agência de notícias espanhola EFE que não era visível qualquer derrame de hidrocarbonetos proveniente do seu país.

Posteriormente, a Venezuela solicitou uma indemnização pelas consequências do derrame de hidrocarbonetos nas águas, costas, ecossistemas e comunidades pesqueiras venezuelanas.

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Venezuela, Yván Gil, afirmou a 18 de maio que o seu país tinha enviado várias comunicações ao Governo de Trinidade e Tobago para avaliar o impacto do derrame.

O chefe da diplomacia de Caracas alertou então para um impacto em 1.625 quilómetros quadrados em doze sistemas de zonas húmidas estratégicas, bem como na atividade de mais de quinhentos pescadores, e indicou que quatro parques nacionais estavam em risco.

Até ao momento, tinham sido recolhidas mais de doze toneladas de produtos de hidrocarbonetos, segundo o responsável, que acrescentou que, entre 2015 e 2023, ocorreram na zona mais de 876 derrames de diferentes tipos de compostos.

As relações começaram a deteriorar-se desde a chegada ao poder, em 2025, da primeira-ministra, Kamla Persad-Bissessar, que adotou um discurso muito duro contra a imigração venezuelana e se alinhou com os Estados Unidos antes da captura do ex-presidente Nicolás Maduro em janeiro.

Em fevereiro de 2024, um derrame de petróleo provocado pelo naufrágio de um petroleiro nas águas de Trinidade e Tobago também atingiu as águas territoriais venezuelanas.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Boa Tarde

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8