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Maduro acusa EUA de usarem crise humanitária para justificar ação militar

"A Venezuela é uma vítima de agressão permanente", avançou o presidente Venezuelano.

27 de setembro de 2018 às 03:24

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, afirmou na quarta-feira que a crise humanitária que o seu país está a sofrer está a ser usada como desculpa pelos Estados Unidos para justificar uma intervenção militar internacional.

"Está a ser construído a nível mediático um expediente contra o nosso país para reivindicar uma crise humanitária, que utiliza os conceitos das Nações Unidas para [justificar] uma intervenção por uma coligação de países liderados pelos EUA e apoiados pelos seus governos de satélite", disse o chefe de Estado venezuelano num discurso na Assembleia-Geral da ONU.

"Hoje a Venezuela é uma vítima de agressão permanente, no plano político, no plano mediático pelos Estados Unidos", argumentou, condenando o discurso de terça-feira do seu homólogo norte-americano, no qual, defendeu, Donald Trump fez um "ataque infame e vergonhoso" contra a Venezuela.

Americanos solicitam investigação de crimes contra a humanidade

Seis países do continente americano solicitaram na quarta-feira ao Tribunal Penal Internacional (TPI) que investigue alegados crimes contra a humanidade cometidos pelo Governo venezuelano.

O pedido foi assinado pela Argentina, Canadá, Chile, Colômbia, Peru e Paraguai, num ato que teve lugar em Nova Iorque, por ocasião da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas.

O pedido de investigação faz referência a "circunstâncias pertinentes que motivam a remissão da situação na Venezuela" e que engloba "assassínios, detenções ou privações grave da liberdade física, tortura, violação, perseguição".

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