Carlos Rodrigues
DiretorA campanha chega hoje ao fim num clima de enorme incerteza. A proliferação de sondagens, de valor distinto entre si, agrava as dúvidas sobre o que se vai passar no dia seguinte ao ato eleitoral e sobre os cenários de governabilidade. Um dos maiores perigos que enfrentamos é a subida da abstenção. Desde logo, porque os portugueses não queriam a queda do Governo, e ainda hoje não haverá uma perceção clara do que a provocou.
Depois, a campanha eleitoral foi globalmente má, e agravou o divórcio entre os eleitores e os políticos.
Por outro lado, raramente terá havido em Portugal uma maioria sociológica tão clara como a que existe, e que, tudo indica, irá manter-se.
Só que não há, nem haverá em breve, forma de compatibilizar a AD e os liberais com a extrema-direita. É certo que a maioria absoluta pareceu à mercê do bloco de centro-direita, mas os episódios dos últimos dias e o regresso da Spinumviva parecem ter inviabilizado essa ambição.
Isso deixa o destino do País dependente da relação entre PSD e PS. Irá, cada um deles, respeitar a eventual vitória do outro? A relação de Montenegro e Pedro Nuno degradou-se muito. Se nenhum deles perder copiosamente, manterão ambos a liderança dos respetivos partidos, e terão de se entender minimamente.
Talvez seja a melhor forma de serem colocados à prova e de mostrarem a fibra de estadistas.
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Por Carlos Rodrigues
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