Carlos Rodrigues
DiretorPerdoem-me os leitores a linguagem simples, mas as coisas não estão com boa cara na guerra do Irão. O petróleo vai subir, a vida vai ficar mais difícil, o Mundo vai mudar, outra vez. Donald Trump parece ter ido, de novo, a reboque do amigo israelita, que provavelmente sonha transformar Teerão numa nova Gaza, de forma a não deixar pedra sobre pedra, e exterminar para sempre qualquer ameaça do regime iraniano a Telavive.
Pior - a Casa Branca demonstra ter partido para mais uma guerra sem grande noção da complexidade do Mundo, sem qualquer plano para o pós-guerra, e sobretudo sem ponderar as diferenças abissais entre a Venezuela e o Irão. Malhas que uma visão a preto-e-branco da realidade tece.
A declaração de Donald Trump ontem, na Casa Branca, ao lado de um retraído chanceler alemão, foi engalanada pelos dourados que encheram o olho do Mundo. O ouro estava mais reluzente que nunca, brilhava nas câmaras de televisão, coroava simbolicamente o ditador de Washington, enquanto se falava dos problemas comezinhos das movimentações militares e de milhares de mortos num país estrangeiro e distante.
Donald Trump sonha viver num palácio das arábias, que coroe a ouro o seu poder ilimitado e lunático, e governar o Mundo a partir de um tapete voador cerzido no interior da sua mania das grandezas.
As coisas não estão com boa cara.
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Por Carlos Rodrigues
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