Carlos Rodrigues
DiretorNão deixa de ser curioso que o PS se comece a agitar precisamente no momento em que o barómetro da Intercampus para o CM aponta o partido como líder das intenções de voto, e o respetivo secretário-geral como o melhor candidato a primeiro-ministro. Não é que cheire a poder, até porque as eleições legislativas estão, teoricamente, a 3 anos de distância. Mas a guerra no Irão e a crise económica que está a caminho, com a queda do poder de compra, indiciam que o desgaste do poder se vai agravar. Em democracia, a carteira conta, e a inflação desgasta sempre qualquer Governo. Acresce a esta crise económica uma série de erros políticos.
A AD deixou criar a sensação de que ataca a transparência na vida pública, que menospreza o combate à corrupção e à opacidade, que abre o caminho para as negociatas e os compadrios na contratação pública, que trabalha para desgastar o escrutínio, até dos tribunais, e que sente a liberdade de imprensa e os jornalistas como adversários, quando não inimigos. Numa altura em que há tantas dificuldades reais a aproximarem-se do quotidiano dos portugueses, todo este posicionamento significa que o Governo, e alguns ministros em particular, são muito eficazes a arranjar problemas para si próprios. A eventual mudança do ciclo político de forma mais rápida do que se podia prever está a fazer do cargo de José Luís Carneiro um posto de trabalho apetecível.
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Por Carlos Rodrigues
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