Carlos Rodrigues
DiretorO mundo nunca mais será o mesmo. Mesmo que Trump queira acabar com a guerra, não é certo que o consiga. Imaginar que seria tão fácil é olhar para o mundo à maneira do próprio Trump, ou seja, de forma falaciosa. Porque qualquer conflito tem dois lados. Se Trump quiser parar o conflito, será preciso que a outra parte também esteja disposta a fazê-lo. Com o atual nível de resistência dos iranianos, isto, definitivamente, não é certo. Mais: mesmo que a guerra chegue ao fim, ou quando chegar, não voltaremos ao mundo anterior. É impossível ignorar o que se passou nestes dias, não podemos simplesmente apagar as últimas semanas. O mundo nunca mais será o mesmo em vários pontos centrais para a nossa vida.
Eis a primeira coisa que mudou para sempre: sabemos agora que o poder infinito da América tem limites, como, aliás, todos os poderes. Parece óbvio, mas tínhamo-lo esquecido. Segundo ensinamento: as secretas, supostamente infalíveis, também falham. Nem a CIA nem a Mossad sabem qual é o arsenal iraniano, nem onde está escondido. Nem sequer previram a estratégia de Teerão para Ormuz. Terceira conclusão: a Inteligência Artificial é falível. Vê-se nos erros dos ataques aéreos. A Inteligência Artificial sem mediação humana é perigosíssima, sobretudo, sabemos agora, em questões de vida ou morte. Quarta lição: a democracia americana está muito frágil. Este é o grande perigo desta guerra. Veremos isso amanhã.
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Por Carlos Rodrigues
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