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Carlos Rodrigues

Carlos Rodrigues

Diretor

"Esta guerra vai rebentar de novo nos nossos bolsos"

02 de março de 2026 às 00:30

O ataque a Teerão e os seus efeitos não têm paralelo na História recente, por mais conflituoso que se esteja a revelar o segundo mandato de Trump. Dezenas de líderes das diversas instituições do Irão foram abatidos em poucos minutos, e, ao que se sabe, no mesmo local. A forma como Israel e os americanos tomaram conhecimento do encontro, mobilizaram a aviação e chegaram ainda a tempo de eliminar perto de 40 pessoas, demonstra um controlo muito forte das informações junto do poder de um país inimigo.

Telavive conseguiu, ainda, chegar ao terreno e, de acordo com os dados preliminares, fotografar o cadáver do Supremo Líder. Na prática, Netanyahu soube da morte de Khamenei antes dos próprios dirigentes iranianos que tinham escapado à eliminação. Este controlo de informações por parte de uma potência estrangeira torna difícil a reorganização do regime, porque nada fica fora do alcance do inimigo.

Olhemos para o dia seguinte. Como na Venezuela, Trump não parece ter um plano para o pós-guerra. Aqui, isso é mais grave, porque há uma segunda potência regional envolvida, Israel. O que resta do poder do Irão tentará internacionalizar o conflito, e levá-lo tão longe quanto possível, seja atacando até à Europa, seja através do terrorismo, como já ontem aconteceu, no Texas, seja com a tentativa de desregular a economia mundial. E aqui, Portugal tem muito a perder se o petróleo escalar. Esta guerra vai rebentar, de novo, nos nossos bolsos.

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