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Carlos Rodrigues

Carlos Rodrigues

Diretor

"Montenegro sonha pedir uma maioria absoluta ao lado da ‘vítima’ Luís Neves"

04 de setembro de 2026 às 00:32

O Chega apresentou uma moção de censura que vai ser chumbada na próxima terça-feira. Esta é a síntese dos movimentos políticos dos últimos dias. Ao levar ao Parlamento a análise das implicações da situação do ministro Luís Neves, André Ventura cumpre o seu papel. Para todos os efeitos, isso é a democracia a funcionar. Durante todo o debate, o líder do Chega desafiará José Luís Carneiro, procurando reforçar a ideia de que o PS e o PSD estão do mesmo lado da barricada. Ora, é bom que os socialistas mantenham o sangue-frio perante tudo o que venha a ser dito, e resistam a todas as provocações. No final, o Partido Socialista vai travar a moção de censura e isso chegará para manter o Governo em funções. A decisão do secretário-geral do PS é a mais acertada, quer para o partido, quer para o País, porque obrigará Luís Montenegro a governar, e vai garantir a estabilidade política que os portugueses tanto anseiam. É também o melhor para o regime. O chumbo da moção de censura dará tempo à justiça para avaliar a legalidade das ações do ministro. Se, como parece, o primeiro-ministro sonha com uma eleição antecipada onde possa pedir maioria absoluta ao lado de Luís Neves, transformado em metáfora da resistência do Governo às supostas forças do mal, com a conclusão dos inquéritos judiciais tudo ficará mais claro e transparente. 

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