page view

Carlos Rodrigues Lima

Jornalista

"O atual Presidente deixa o cargo com altos níveis de simpatia"

16 de janeiro de 2026 às 00:32

As eleições presidenciais levam uma campanha longuíssima. Há um ano que os pré-candidatos se posicionaram. Aos poucos, os nomes que poderiam galvanizar os portugueses foram saindo da corrida. Guterres, Costa, Passos e Barroso, todos aqueles estadistas que ganhariam de caras, e que nos poderiam representar com orgulho mútuo, abdicaram desta missão, por razões variadas. Problema deles, e nosso. A certa altura, olhámos para o lado, e vislumbrámos um certo vazio, entretanto preenchido pelos candidatos que sobraram, homens normais com percursos de vida normal, que não se elevam acima do coletivo. As taxas de indecisão altíssimas, indicadas pela sondagem que ontem apresentámos, da Intercampus, são fruto dessa falta de entusiasmo pelas opções à disposição. Mas a vida é o que é. Entre quatro dos cinco candidatos principais, vamos escolher o chefe de Estado para os próximos cinco anos, sucedendo a Marcelo Rebelo de Sousa, que deixará o cargo com níveis consideráveis de prestígio e de aprovação. O atual Presidente da República deixa uma pesada herança democrática, de simpatia pelo cargo e de distensão pelo exercício do poder, sensação que agrava ainda mais a desconfiança com que encaramos a eleição de domingo. Os portugueses sempre escolheram com ponderação e sabedoria quem os governou e liderou nas últimas cinco décadas. Assim será, novamente, nestas presidenciais. Vamos a votos. 

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Logo CM

Newsletter - Exclusivos

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8