Carlos Rodrigues
DiretorO Estado de direito baseia-se no primado da Lei. É perante a Lei que todos os cidadãos são iguais, é com a Lei que contamos para sermos protegidos. É também de acordo com a Lei que todos os crimes devem ser punidos. Trata-se de uma construção abstrata e legal, e que resulta da vontade do povo, no caso da democracia.
A Lei aplica-se a todos, de forma cega, independentemente da riqueza, da religião, da ideologia, da cor da pele, ou de qualquer outra característica individual. Incluindo o tom de voz utilizado em tribunal. Vem isto a propósito, não apenas da ‘Operação Marquês’, mas de dois julgamentos muito relevantes para a comunidade, que, por um golpe do destino, coincidiram parcialmente no tempo, expondo a justiça.
No caso da grávida da Murtosa, como ficou conhecido o processo envolvendo o desaparecimento de Mónica Silva, é de louvar a coragem do coletivo de juízes, que, indiferentes a todas as emoções, por mais legítimas que sejam, aplicaram a Lei de forma cega. Não há provas, absolve-se o arguido. É essa mesma coragem que deve ser mostrada pela juíza Susana Seca.
Os relatos do nosso jornalista Carlos Rodrigues Lima, que tem assistido às sessões, indicam que a magistrada tem feito tudo para não dar razões de queixa ao arguido Sócrates e não desestabilizar o julgamento. Uma universal e abstrata paciência é o que a magistrada deve mostrar. Sócrates ainda não percebeu o ridículo da situação em que se está a meter?
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Por Carlos Rodrigues
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