Dizem-me que em Molenbeek, um bairro de Bruxelas, há restaurantes com excelente "comida árabe". Um amigo viveu lá durante certo tempo – ainda recentemente, numa visita a Bruxelas, regressou ao bairro, que foi mostrar à namorada.
Ele não conheceu Abdessatar Dahmame nem Rachid Bouraoul el-Ouaer, os assassinos (enviados por Bin Laden) do comandante afegão Ahmad Massoud, resistente antitaliban, nem Mehdi Nemmouche, que atacou o museu judaico de Bruxelas, nem Ahmed Coulibaly, que fez reféns no supermercado de Paris, e amigo de Chérif Kouachi, um dos assassinos do ‘Charlie’. Estavam lá, mas conspirando.
O último número da ‘Dabiq’, revista do Estado Islâmico, tem uma entrevista com Abu Umar Al-Baljiki, organizador dos atentados de Paris, que também comeu num restaurante árabe de Molenbeek. Gente normal.
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