Eu sei que ‘Há Lodo no Cais’, de Elia Kazan, não é uma história de amor - mas Eva Marie Saint arrebatou-me o coração na adolescência. De resto, o que conta é Marlon Brando (1924-2004), que hoje cumpriria 100 anos, se a beleza e a sexualidade compensassem o suficiente. Em ‘Viva Zapata!’ o que conta é Brando. Em ‘Revolta na Bounty’ o que conta é Brando. Na constelação de ‘O Padrinho’, o que conta é o poder de Vito Corleone, aliás Brando, tal como em ‘Júlio César’ ou, naturalmente, em ‘Um Eléctrico Chamado Desejo’. Claro que ‘Apocalypse Now’ é um grande filme (ao contrário de ‘Último Tango em Paris’, uma chachada), mas seria menos interessante sem a descida ao inferno de Kurtz, interpretado por Brando, que foi assassinado por Willard (aliás, Martin Sheen). Uma pessoa perde-se ao falar de filmes e a falar de Marlon Brando, que foi mais do que uma estrela. Não foi o maior dos atores, mas o mundo não é perfeito - e Brando, quando queria, era perfeito. Só não lhe perdoo Eva Marie Saint.
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