Quando cheguei à faculdade (eu era dois anos mais novo), o Diogo era já o que sempre foi – uma força da natureza. Como historiador, Diogo Ramada Curto (1959-2026) teve essa mesma característica, o que o levou a praticar uma frontalidade rara na academia e o facto de, num país muito cioso de carreiras, respeitinho e veneração, nunca ter recusado uma polémica, um combate e a necessidade de dizer o que pensava. Penso que a sua extraordinária vida académica (com passagem por Barcelona, Paris, Florença, Yale, Brown ou São Paulo, além da Nova FCSH, onde era catedrático) lhe deu esse alento e outras formas de coragem. Além de se ter debruçado sobre a Expansão portuguesa, os seus estudos sobre literatura sociologia da cultura, que conheço bem, são notáveis – e bibliografia fundamental. A sua ligação aos livros, aos arquivos e às bibliotecas deve ter pesado quando aceitou o cargo de diretor da Biblioteca Nacional (a sua biblioteca durante muitos anos; tinha o seu lugar fixo) há dois anos, para lhe dar vida. Até sempre, Diogo.
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