Elvirinha, digamos assim, é uma personagem de classe média relativamente educada. Mas em matéria de narcisismo ninguém a bate – a proliferação de indignações e pessoas com apetite por causas maravilhosas nas "redes sociais" ajuda-a a mantê-lo em níveis estratosféricos. Houve um momento nas nossas vidas em que a grande conquista era o direito à privacidade. Elvirinha não conhece a ideia; acredita mais nas questões de identidade, visibilidade, sacerdócio e celebração – coisas que dão a volta ao mundo e regressam traduzidas num idioma parecido com aquele que vinha registado na Gramática do Prof. Lindley Cintra, hoje apenas nos alfarrabistas.
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