O uvida a recente entrevista da PGR à RTP, na qual após ataques sucessivos tentou esclarecer as posições tomadas, resultou óbvio que tudo o que dissesse ou esclarecesse seria sempre alvo de críticas, pela forma ou pelo conteúdo. Da nossa parte, anotamos a referência de que o Ministério Público não deve pedir desculpas a ninguém que seja investigado (mesmo que por engano), o que contrapõe com o estipulado no Código Deontológico em vigor na PJ. Neste está expresso que na sua atuação, os profissionais da PJ devem assumir os seus erros e promover a reparação possível dos efeitos negativos que, eventualmente, resultem da sua ação.
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Boa governação não é apenas decidir, é decidir a tempo.
Os polícias sabem que a integridade física – e, em casos raros, a própria vida – entra na equação no cumprimento do dever.
Os tribunais continuam a funcionar como sempre: em calamidade permanente, à última da hora, sem estratégia e à custa de quem lá trabalha.
Exige-se uma nova dinâmica que não é compatível com a incompreensível inércia.
E é isto que acontece quando a lei existe, mas a humanidade falha.
Sistema penal que não reage aos seus próprios atropelos perde aquilo que mais pretende salvaguardar: a confiança pública na Justiça.
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