Mesmo nas buscas ou detenções cuidadosamente planeadas, há circunstâncias imprevisíveis. Monitorizar suspeitos e locais 24/7 para garantir, com segurança, quem está do outro lado da porta e em que condições, é materialmente impossível de aplicar de forma generalizada.
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Os polícias sabem que a integridade física – e, em casos raros, a própria vida – entra na equação no cumprimento do dever.
Os tribunais continuam a funcionar como sempre: em calamidade permanente, à última da hora, sem estratégia e à custa de quem lá trabalha.
Exige-se uma nova dinâmica que não é compatível com a incompreensível inércia.
E é isto que acontece quando a lei existe, mas a humanidade falha.
Sistema penal que não reage aos seus próprios atropelos perde aquilo que mais pretende salvaguardar: a confiança pública na Justiça.
Quem assegura diariamente a execução das decisões judiciais conhece melhor do que ninguém o impacto das regras.
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