Carlos Anjos
Presidente da Comissão de Proteção de Vítimas de CrimesNesta época festiva, o País vai ser invadido de Norte a Sul com festas onde vamos assinalar o fim de mais um ano e o início de outro, que se deseja bem melhor que o que finda. A passagem de ano é isso mesmo; um momento renovador de esperança numa vida melhor.
E época de festas, é época de exageros. Além dos problemas com bebida e condução, atrevo-me a pedir às raparigas e mulheres, algum cuidado. Num período festivo, onde o álcool flui com grande facilidade, os crimes de violação e abuso sexual, aumentam exponencialmente. E este tipo de crime não acontece apenas aos outros.
Basta recordarmo-nos do que se passou em Pamplona, onde um grupo de energúmenos abusou barbaramente de uma pobre rapariga que a única coisa que pretendia era divertir-se e acabou por ser tragicamente abusada ou das três portugueses que foram a Siena, Itália, divertirem-se e ousaram acreditar nessa nova forma de turismo que é a partilha de casa, no caso com um respeitado polícia italiano, que acabou por lhes ministrar a "droga do amor" nas bebidas e as violou.
Sendo este um momento de festa e de alguns abusos, tenhamos cuidado. A oportunidade faz o ladrão e a oportunidade está aí e os ladrões também.
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Tendência de agravamento contínuo desde o período pós-confinamento.
Só havia uma medida de coação que o podia parar: a prisão preventiva.
Nesta área não há milagres. Podemos mesmo nunca saber qual a causa da morte.
Maioria dos crimes violentos ligados ao tráfico de drogas.
Margem de recrutamento diminuiu devido aos baixos salários.
Intervenções são indispensáveis para garantir a segurança.