Carlos Anjos
Presidente da Comissão de Proteção de Vítimas de CrimesDia 4 de março, o juiz de instrução do Tribunal de Setúbal anunciará se João Gouveia vai a julgamento. As opiniões dividem-se neste caso, que se transformou numa espécie de jogo, em que cada uma das partes quer uma decisão. A primeira constatação é que o Tribunal vai desagradar a uma das partes.
Se for a julgamento, a defesa vai bramar contra tamanha injustiça, afirmando que não existe indício de crime. Se o juiz arquivar o processo, serão os pais das vítimas a clamar justiça, que tudo está feito com o João Gouveia, que existem poderes ocultos. Lá segue o recurso. Seja qual for a decisão, o problema não acaba. Este é daqueles casos que nunca se vai esclarecer. Seja qual for a decisão, ela nunca vai ser aceite.
Os pais querem que João Gouveia fale e conte o que eles querem ouvir. João Gouveia recusa-se a falar. Mesmo que vá a julgamento, pode decidir não falar, como fez na instrução. Cabe à acusação provar seja o que for. Os pais, que neste caso são a acusação, ainda não provaram nenhum crime, mas têm a certeza de que é culpado. Eu é que não queria ser juiz neste caso.
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