Carlos Anjos
Presidente da Comissão de Proteção de Vítimas de CrimesLogo que teve conhecimento da morte do agente da PSP Fábio Guerra, Clóvis Abreu fugiu do país. Depois da fuga, o seu advogado avaliou a situação e montou a estratégia de forma a evitar a prisão do cliente. A fuga de Clóvis fez com que as suas responsabilidades criminais fossem investigadas à parte. Aníbal Pinto deixou correr a investigação, tendo tomado conhecimento da acusação. Esteve no julgamento, assistiu à produção de prova, ficou a conhecer a envolvência do homicídio de Fábio. Ter-se-á apercebido que, nas imagens da agressão ao PSP, Clóvis não estava naquele local, logo muito dificilmente poderia vir a ser condenado em coautoria pela morte. Assim sendo, fez com que Clóvis se entregasse às autoridades, afirmando que não esperava que ele ficasse detido, uma vez que nada tinha a ver com o crime. Errou num ponto. Da análise às imagens, se é certo que Clóvis não está ligado à agressão a Fábio, é também certo que ele agride com pelo menos dois pontapés na cabeça um outro indivíduo, caído no chão, pontapés que lhe podiam ter causado a morte. Ficou em prisão preventiva por homicídio na forma tentada. É por isso que, quando vamos ao cinema, devemos ver o filme ou, se quisermos, as imagens até ao fim.
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Só havia uma medida de coação que o podia parar: a prisão preventiva.
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