Estamos a viver um tempo internacional algo sombrio. Da guerra na Ucrânia, pensada e executada por Vladimir Putin, às múltiplas tensões hiperbólicas no Médio Oriente, passando pela nova era de Donald Trump. Com exceção dos sistémicos conflitos no Médio Oriente, tudo isto se transformou numa realidade intempestiva. O 3 de janeiro veio despertar 2026, com a intervenção direta dos EUA na Venezuela. As ondas de choque desta intervenção, atingiram de imediato todo o sistema internacional, das Américas à Europa, passando pelo eixo Rússia-China-Irão. A Gronelândia subiu de imediato a tema prioritário na estratégia de segurança americana. E no meio de tudo isto, a Europa, ficou sentada nas areias da expetativa política, procurando algures no horizonte, eventuais réplicas de toda esta perturbação, senão mesmo algum “tsunami”. Em boa verdade, dar verdadeiras garantias políticas e de segurança à Ucrânia, à Gronelândia e Dinamarca e até apoiar a oposição democrática na Venezuela, não exige só intenções. Implica disponibilidade para enfrentar a força e o poder dos interesses geopolíticos e económicos das grandes potências e assumir compromissos, firmes e duradoiros. Sem hesitações.
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Para trás parece ficar a Ucrânia, de negociação em negociação.
Ganha projeção uma ordem multipolar de contenção
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