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Eduardo Caetano Sousa

Coronel

Epicentro

30 de maio de 2026 às 00:30

Todos os dias vemos imagens do Líbano: de guerra e violência que convocam a atenção e abanam a indiferença. Tudo na encruzilhada dos interesses, rivalidades, poderes regionais e intervenções externas, num mundo de milícias armadas, deslocados e refugiados e todo o tipo de tráficos. Sendo um Estado pequeno e sectário, bordado pelo Mar Mediterrâneo, tornou-se há muito num autêntico mosaico de religiões e identidades. Tudo se resume a guerra e conflitos: da guerra civil (1975 a 1990), à guerra Israel-Hezbollah (2006), até aos dias de hoje. A resolução 1701 da ONU e a presença da UNIFIL foram sempre uma mão cheia de nada. O epicentro das dificuldades chama-se Hezbollah. Representa a população xiita e com o apoio do Irão, definiu como objetivo principal lutar contra Israel. Tornou-se uma força militar importante e um partido político influente. O Hezbollah é o verdadeiro exército terrestre do Irão, com fronteira direta com Israel. O Irão precisa do Líbano para chegar ao Mediterrâneo, influenciar o Levante e cercar Israel. O governo libanês não tem capacidade real para exercer os seus poderes de Estado. O sonho do expansionismo iraniano, desde 1979, passa sempre por Beirute.   

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