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Eduardo Caetano Sousa

Coronel

Focos

16 de maio de 2026 às 00:30

A Cimeira China-EUA foi o momento mais relevante do atual contexto geopolítico mundial, focado na rivalidade estratégica existente. E regista o zénite da ascensão da China ao patamar de superpotência global, a par dos EUA. A China, em modelo autocrático, pretende agora apresentar-se ao mundo, como a líder da contenção, cooperação e do multilateralismo. O “grande rejuvenescimento da nação chinesa” e “tornar a América grande novamente” podem, ainda assim, partilhar os desafios da nova ordem internacional em construção. Tudo isto, se as divergências sobre Taiwan “não descarrilarem para um caminho perigoso”, como refere o Presidente Xi. A teoria da “armadilha de Tucídides” invocada por Xi Jinping, leva-nos claro a Esparta! E neste jogo de interesses globais e de confrontos possíveis, afinal quem é aqui verdadeiramente Atenas ou Esparta? A China exige previsibilidade aos EUA. Os EUA, por seu lado, querem resultados visíveis e imediatos no comércio, na reciprocidade económica e tecnológica, nos investimentos e na resolução dos conflitos em curso. A Europa não é para aqui chamada, até porque na verdade, o seu foco geopolítico centra-se, por ora, na final do concurso da Eurovisão!

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