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Armando Esteves Pereira

Armando Esteves Pereira

Diretor-Geral Editorial Adjunto

Custo de vida

11 de julho de 2026 às 00:30

O Instituto Nacional de Estatística (INE) confirmou que a variação homóloga da taxa de inflação desacelerou para 3,2% em junho. Este foi a primeira descida da inflação desde o início da guerra no Irão. Mas este alívio não significa que irá baixar a pressão sobre o custo de vida. A brutal subida do gasóleo na próxima semana é um péssimo indício, o diesel é o combustível da economia real e de transporte de todos os produtos. Há também na produção alimentar muita pressão sobre os preços provocada pelas alterações climáticas e os efeitos do 'El NIño',  juntamente com problemas de acesso aos fertilizantes por causa da guerra no golfo pérsico e do bloqueio de Ormuz. É provável por isso que  o agravamento do custo de vida que se intensificou depois da invasão russa da Ucrânia, particularmente nos bens alimentares, tenha efeitos perenes . E quando sobem os preços dos alimentos, as famílias mais pobres são sempre as mais castigadas.    

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