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Armando Esteves Pereira

Armando Esteves Pereira

Diretor-Geral Editorial Adjunto

Mudanças na Banca

10 de junho de 2017 às 00:32

A compra por um euro do Banco Popular pelo gigante Santander teve a vantagem de não ter nenhum custo para os contribuintes.

O Santander fará um aumento de capital para absorver um banco histórico, uma instituição com laços ao Opus Dei.

Quem pagou a resolução decidida pelo BCE foram os cerca de 300 mil acionistas e milhares de bancários que vão perder o emprego. Algumas centenas destas vítimas são portuguesas. A concentração faz com que o gigante espanhol se torne no maior banco, em termos de volume de crédito, no mercado português, mas obrigará ao encerramento de agências e à dispensa de muitos trabalhadores.

Uma tendência que já se verificou com a absorção ruinosa para os contribuintes portugueses do Banif por parte do Santander. As novas leis bancárias vão levar a uma maior concentração do setor. A lógica do BCE é criar instituições gigantescas na Zona Euro. Como não há  cláusulas de salvaguarda  para proteger países pequenos, a banca portuguesa estará sempre sob forte pressão.

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