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Armando Esteves Pereira

Armando Esteves Pereira

Diretor-Geral Editorial Adjunto

O regresso de Passos

02 de março de 2026 às 00:30

O regresso de Passos Coelho à ribalta política é relevante.  Hoje a direita é largamente maioritária em Portugal, graças em parte ao choque sísmico provocado pelo  Chega. No Parlamento tem mais de dois terços dos deputados, mas como também se viu nas eleições presidenciais há 3 direitas. A mais clássica é a direita constitucional tradicional, com matriz social-democrata e democrata-cristã. Há outra direita liberal que nas presidenciais preferiu Cotrim e há a direita populista de Ventura. Estas direitas têm chefes de fação, mas o rei que as une estava por vontade própria exilado em Massamá. Não quis concorrer a Belém, porque tem um perfil mais executivo, mas o seu reaparecimento obriga o governo a mexer-se. É o político mais eficaz em tirar Luís Montenegro da sua zona de conforto. Passos é exigente e com o aparelho do PSD a fugir ao controlo de Montenegro, o primeiro-ministro tem razões para não dormir tranquilo à sombra de S. Bento. 

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