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F. Falcão-Machado

F. Falcão-Machado

Embaixador

Diplomacias (2)

14 de março de 2025 às 00:30

A exposição a que Volodymyr Zelensky se sujeitou na Casa Branca revelou os limites da diplomacia clássica. Tradicionalmente, um encontro formal entre Chefes de Estado exigiria uma preparação discreta e paciente executada no silêncio das respetivas chancelarias diplomáticas e que deveria evitar, sobretudo, que alguma das partes perdesse a face. Ou seja, quando o encontro final se concretiza, já estão estudadas todas as hipóteses e as suas consequências. Ora não foi isso que se passou. Pensando talvez que o seu habitual discurso algo pedinchão iria resolver tudo, o líder ucraniano esbarrou num inesperado assédio que o baralhou e que poderá ter comprometido o seu futuro. Não significa isto um desaire da diplomacia, pois o objetivo deste serviço público é tão somente executar as instruções dos governos sem embargo da sua capacidade de aconselhar as lideranças políticas sobre as vias a utilizar. E o realismo cínico com que por vezes os agentes diplomáticos se confrontam nas negociações não é uma limitação porquanto esse mesmo realismo pode ser revertido como uma arma de manobra, principalmente quando associado à semiótica das terminologias. 

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