Com as chuvas do Outono começam a emergir realidades que a Comunidade Internacional deveria ter em conta. Uma delas é a de que qualquer alteração da ordem internacional estabelecida implica uma violenta luta pelo poder. Concentrando a análise na União Europeia (UE) afigura-se que ela não tem “instrumentos de poder” suficientemente persuasivos face aos grandes países do mundo que o mesmo é dizer face aos Estados Unidos, à China e à Rússia. Tanto quanto se sabe, por exemplo, as conversações para a resolução do conflito da Ucrânia – país europeu, recorde-se – têm excluído a Europa e como que se limitado a uma mera notificação do principal interessado, a própria Ucrânia. E, de facto, o que resta à Ucrânia para negociar? A mera cedência do seu próprio território? Ora Moscovo tem objetivos muito precisos e, não estando interessada em ceder seja o que for, satisfaz a sua impaciência com a intensificação dos seus bombardeamentos de alvos militares a civis da Ucrânia e minando a resistência moral do seu povo.
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