No passado dia 18, celebrou-se o Dia Internacional Nelson Mandela, data do seu nascimento. Foi o primeiro Presidente da África do Sul e a sua longa vida – morreu aos 95 anos – foi uma intensa luta pela liberdade, pela valorização da justiça e conquista da democracia. Os 27 anos que passou preso colocam-no entre muitos homens e mulheres que alcançaram um patamar de notoriedade forjado na privação de liberdade. Como se conseguisse produzir fruto abundante num terreno aparentemente árido. Sempre gostei de ler biografias, porque acredito que escritas de forma mais ou menos isentas retratam vidas únicas, capazes de colocar a sua impressão digital entre milhões de desconhecidos. No caso de Mandela, a biografia é muito extensa e rica, destacando-se a questão do racismo, tão espelhado no regime do Apartheid em que viveu. Mas a verdade é que conseguiu transbordar para lá de todas as grades e levar o mundo a inúmeras interrogações. E sem interrogações, sem a procura de respostas, o mundo não avança. Escreveu na sua autobiografia: “Ninguém nasce odiando o outro pela cor da pele, origem ou religião. Para odiar é preciso aprender… se aprendem a odiar, podem ser ensinadas a amar.” A questão da dignidade humana não pode depender das raças, das crenças nem das condições sociais. A questão do valor da vida, absolutamente ignorado neste nosso século, em que assistimos a guerras e mortes como não temos memória. A questão da importância da família e das culturas de cada país. Precisamos de voltar a estes temas, porque enquanto assistirmos a atos de violência, de racismo, de injustiça social, estamos a ser parte de uma sociedade que ignora os mais fracos, os últimos, os doentes, os mais velhos e as crianças. Mandela recebeu o prémio Nobel da Paz, o que diz muito sobre o seu percurso de vida e nos faz acreditar que a humanidade continua a precisar de olhar para gente como todos nós, para perceber que é possível transformar o mundo. O «todos, todos, todos» que ficou na memória e no coração da JMJLisboa2023 precisa de continuar a ser anunciado. Aos olhos de Deus não existem cores de pele, as pessoas não são valorizados por causa da sua condição de muito ricos ou muito pobres. Cada um é aquilo que é e na sua totalidade é acompanhado e recebido pelo abraço amoroso de Deus, que vem sempre em nosso auxílio. Mandela foi um homem de causas. Um cidadão sem causas não arrisca a vida, nem a privação da liberdade. Mas também não voa, nem transforma o mundo.
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Ao olhar para trás, percebo como o retiro desta Quaresma me deu oportunidade e tempo para rezar por todos...
As grandes festas precisam sempre de um tempo de preparação.
Quem mais sofre é sempre quem vive numa situação de maior fragilidade, isto é, os mais velhos, os mais pobres, os que vivem mais isolados.
Que sejamos capazes de superar os números da abstenção esperados e exercer o nosso direito de cidadãos.
Não sei quanta coragem vai ser necessária para recomeçar, para seguir em frente.
Que Deus nos ajude a sermos filhos e filhas dignos dos Pais que tivemos e que ainda temos.
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