João Cotrim de Figueiredo
Ex-líder da Iniciativa Liberal e candidato à Presidência da RepúblicaNo aeroporto de Bruxelas há um cartaz do Parlamento Europeu que, durante anos, nos dizia: “Democracia em ação.” Agora, diz: “Realidades que não podemos ignorar.” É um sinal dos tempos que a Europa atravessa. A relação transatlântica tornou-se instável. A economia europeia arrasta-se e atrasa-se face aos EUA e à China que investem, subsidiam e arriscam. E à nossa porta uma guerra longa e terrível lembra-nos que a paz não é um dado adquirido. A nossa margem de decisão é hoje bem mais estreita. O investimento em defesa é caro, o alargamento é caro, o estado social é caro. E sair da dependência estratégica em que nos deixámos também é caro. Ignorar estas realidades pode ser confortável - mas é irresponsável. Draghi trouxe para o centro do debate a urgência de reformar, simplificar, investir melhor para que a Europa volte a crescer. Tornou clara a escolha que a Europa enfrenta: ou se reforma ou definha. A Comissão Von der Leyen e o Conselho Costa parecem, finalmente, ter pressa. O crescimento, a autonomia e as reformas dominam discursos e reuniões. Falta o principal: ações concretas que melhorem a vida das pessoas. Para que possamos todos voltar a ter orgulho em sermos europeus. Mais uma realidade que não podemos ignorar.
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