O presidente Obama disse em 2014, no calor do conflito ucraniano, que a Rússia de Putin é uma potência regional. Repetida agora, a frase perde o caráter de provocação e mais parece um ‘exorcismo’. Vladimir Putin está a fazer da Rússia um poder global, ao passo que os EUA de Trump se encolhem.
A Rússia intervém em todas as partes do Mundo, da Síria à Venezuela, com escalas na Coreia do Norte e passagens mal disfarçadas nos conflitos europeus, das derivas autoritárias na Polónia e na Hungria, ao Brexit e ao nacionalismo catalão.
A Rússia de Putin terá igualmente ajudado a eleição de Trump, que agora lhe estende a carpete vermelha para ocupar no mundo o papel que os EUA deixam vago.
O novo presidente dos EUA prometeu recuperar a grandeza americana, mas faz o oposto. Retirou o país de acordos internacionais no comércio, no desarmamento e no clima e abdicou da defesa dos direitos humanos e da democracia.
Ao fazê-lo, faz cair a influência internacional dos EUA e nessa queda vamos todos, dependentes que estamos do ‘império’ americano.
Um destes dias acordamos num mundo órfão dos valores de justiça, liberdade e saber que ditaram o domínio ocidental no mundo. E depois?
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Em Portugal, nada é mais difícil do que o humor. A realidade vem sempre coberta por uma mortalha absurda que derrota qualquer concorrência.
O mais urgente: remeter ao MJ as propostas da regulamentação em falta, para aprovação.
Sem intermediação religiosa
Afinal de que adiantam dias de descanso se tivermos fome e sem casa para morar?
Não gostava do Generalíssimo como não gostava do dr. Salazar, o que várias vezes se apresentou ser um problema para a família
Olhamos para o lado e vemos o Governo espanhol a apoiar famílias e empresas