É domingo hoje, dia em que este texto lhe chega às mãos, e é também domingo hoje, dia em que lhe escrevo esta crónica. Separam-nos uma semana e as naturais idiossincrasias do mundo editorial. Não tenho o hábito de escrever fora de casa porque me faz falta o silêncio, mas hoje vim sentar-me numa esplanada. Tens cor de doente!, disseram-me ontem, numa das muitas tardes de ensaios de som dentro de um teatro escuro. Pois aqui estou comendo invulgarmente devagar e ao sol. À minha frente a vida acontece: um grupo de 4 amigos com o mesmo corte de cabelo segue animado, duas crianças andam de bicicleta, um rapaz corre em pontas de pés, um homem vestido de branco com o telemóvel ao peito ouve sentimentalmente a Cabana do José Cid. Há pessoas que param a ver as montras. Um senhor estanca de repente o passo, tira o corta-unhas da mochila e é ali mesmo que as apara, quase embatendo com outro que carrega uma tv debaixo do braço. O lugar onde almoço está aberto de quarta a domingo. São patrões com rosto. Ela cozinha, ele serve mesas e balcão. Gostam assim. Toca o sino da igreja, é domingo, Dia do Senhor para os cristãos, Dia do Deus Sol para o império de Constantino, que no ano de 321 regulava assim os hábitos quotidianos das cidades: que descansem os magistrados, que encerrem as oficinas, é domingo!
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Não gostava do Generalíssimo como não gostava do dr. Salazar, o que várias vezes se apresentou ser um problema para a família
Olhamos para o lado e vemos o Governo espanhol a apoiar famílias e empresas
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O mais urgente: remeter ao MJ as propostas da regulamentação em falta, para aprovação.
Sem intermediação religiosa
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