page view
Rui Pereira

Rui Pereira

Professor universitário

A indústria do futebol

01 de março de 2026 às 00:30

O futebol é uma “causa fraturante”. Jorge Luis Borges, o infatigável criador de arquétipos e labirintos, sentenciou que "o homem deixou de jogar xadrez e passou a jogar futebol", classificando-o como “um símbolo da degradação social”. Albert Camus, um dos romancistas que mais profundamente me comoveu, dedicou-lhe palavras gratas:  "tudo o que sei sobre a moral e as obrigações dos homens, devo-o ao Racing Universitário de Argel" (que representara como jovem guarda-redes). A afirmação, de 1953, foi repristinada pelo 'France Football' quatro anos volvidos, por ocasião da justíssima atribuição do Nobel da Literatura - inexplicavelmente recusado a Borges. Por experiência própria, posso afiançar que nem o modesto domínio do xadrez me ensinou a dar pontapés na bola nem o gosto de assistir ao jogo tornou mais modesto ainda tal domínio. Confesso, porém, que o futebol me tem desiludido no passado recente. O que era jogo tornou-se um negócio. Deixou de ser desporto para se converter numa indústria.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Logo CM

Newsletter - Exclusivos

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

O Correio da Manhã para quem quer MAIS

Icon sem limites

Sem
Limites

Icon Sem pop ups

Sem
POP-UPS

icon ofertas e descontos

Ofertas e
Descontos

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8