Daqui a alguns anos, quando alguém quiser perceber que país sobreviveu às crises, desafios e inquietações que estamos a viver, terá de recorrer a ‘Portugal Refractário’, o livro de António Araújo e de Duarte Belo (Museu da Paisagem, 512 págs.). As fotografias de Belo passeiam pelo país e captam fragmentos insólitos, brutais ou melancólicos da paisagem – Araújo comenta cada uma delas com uma erudição raríssima, uma sensibilidade que não vai em sentimentalismos, uma sabedoria, enfim, que nos arrasta para as suas leituras. As leituras, a atenção e a originalidade de um sábio sobre “um país paradoxal, em que a segurança vivida é incapaz de esconjurar um sem-fim de medos – do crime, do futuro, dos estrangeiros, do populismo – e, por isso, de pouco nos serve”. Portugal tem sorte: tem António Araújo. Podemos sentar-nos a folhear António Araújo e a sua erudição inesgotável sobre a paisagem, as andorinhas, o mar, o poder local, as fronteiras, as amêijoas à Bulhão Pato, os comboios, a indústria e a natureza. Em tudo é genial.
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