Luís Tomé
Professor Catedrático de Relações InternacionaisO novo atentado contra o Presidente Trump é o mais recente episódio de violência política nos EUA que se agravou na última década em frequência, intensidade e aceitação social. Entre 2016 e 2026, os ataques a alvos governamentais triplicaram comparativamente a décadas anteriores; em 2024, registaram-se mais de 200 ameaças a assembleias de voto; em 2025, o número de ataques politicamente motivados aumentou 25%, resultando em 37 mortes só nesse ano - e elevando esse número para quase 400 desde 2016. A violência tornou-se endémica e transversal a todo o espectro político, com responsabilidades partilhadas entre Trump e os seus apoiantes e opositores no intensificar da polarização extrema e radicalização ideológica, numa espiral amplificada pelas redes sociais. Paralelamente, cresce a “compreensão” da violência como forma legítima de ação política quando o alvo é do “outro campo”, refletindo uma perceção do adversário como “inimigo” e ameaça existencial. O problema não é apenas a violência em si, mas o facto de ela se ter tornado “normal” e “aceitável” nos EUA, sinal inquietante de uma democracia em crise estrutural e tensão prolongada.
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