Luís Tomé
Professor Catedrático de Relações InternacionaisTrump deixou-se arrastar para uma guerra de que não sabe como sair. Na semana passada, o agora ex-Diretor do Centro Nacional de Contra-Terrorismo dos EUA, Joe Kent, assumiu que “é evidente que iniciámos esta guerra devido à pressão de Israel e do seu poderoso lobby”, enquanto Badr Albusaidi, Ministro dos Negócios Estrangeiros de Omã e mediador das negociações EUA-Irão, escreveu que “a Administração Americana permitiu-se ser arrastada para esta guerra… a superpotência perdeu o controlo da sua própria política externa”. Trump proclamou “já vencemos”, mas, entretanto, adiou a visita à China, pediu ajuda à Ucrânia, reforçou o dispositivo militar na região, e pediu ao Congresso mais 200 mil milhões de dólares; levantou sanções ao petróleo da Rússia e do Irão, pediu a ajuda de Aliados e da China para a segurança do Estreito de Ormuz, e fez um ultimato ao Irão para abrir totalmente o Estreito; diz não querer um cessar-fogo, mas apresenta condições para um “acordo de paz”. Trump podia não ter-se deixado arrastar e pode parar quando quiser, mas hesita entre expandir a guerra ou declarar uma vitória qualquer, continuando sem estratégia de saída
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