Luís Tomé
Professor Catedrático de Relações InternacionaisA dinâmica guerra-paz no Médio Oriente está agora estruturada por duas forças motrizes. A primeira é o desalinhamento de temporalidades estratégicas: Trump está desesperado por um desfecho rápido, pressionado por custos políticos e económicos antes das eleições intercalares; o regime iraniano aposta na resistência prolongada até Trump recuar em “exigências maximalistas”; já o PM israelita Netanyahu pretende um estado de guerra sem fim, útil para adiar o seu julgamento, manter a coligação governamental e posicionar-se para as eleições em Israel. A segunda é a 'armadilha da escalada', eixo central do impasse: Trump exige que o Irão abdique do controlo do Estreito de Ormuz e da totalidade do seu programa nuclear; Teerão insiste nesses instrumentos como garantias de subsistência e de soberania; e Netanyahu vê no Líbano a oportunidade de avançar na construção de um 'Grande Israel' e na supremacia regional. Na conjugação destas dinâmicas, as três partes preferem, até ver, o confronto em vez da cedência. O regime iraniano e Netanyahu replicam o estilo de Trump, provocando e escalando – esperemos que também o repliquem quando Trump “desescalar”.
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