Luís Tomé
Professor Catedrático de Relações InternacionaisA "Operação Fúria Épica" de Trump contra o Irão transformou-se num “épico caos”. Os preços do petróleo e do gás estão a subir vertiginosamente, acompanhados de aumentos nos fertilizantes e alimentos, criando crises na segurança energética e alimentar global e na economia mundial. Além da sua indústria petrolífera, os países do Golfo Pérsico têm outros sectores ameaçados, do turismo às praças financeiras ou aos hubs comerciais e da aviação. No Líbano, voltou a guerra entre Israel e o Hezbollah, e o contágio estende-se de Gaza ao Iraque. Acirrar os Curdos Iranianos arrasta Iraque, Síria e Turquia, e envolver os Balúchis do Irão arrasta o Paquistão. A Rússia auxilia o Irão; especialistas ucranianos ajudam os EUA, Israel e países árabes a defenderem-se dos drones iranianos; e os EUA suspenderam sanções à Rússia. A Coreia do Norte disponibilizou-se a apoiar o Irão “com os meios necessários”. No Chipre e no Mediterrâneo Oriental reavivam-se rivalidades greco-turcas. Para a segurança do Estreito de Ormuz, Trump pede navios de outros países, até chineses. No meio do caos que criou, Trump tem razão numa coisa: agora é um “problema de todos”.
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