Luís Tomé
Professor Catedrático de Relações InternacionaisApesar da dependência energética do Médio Oriente e de o Irão, seu parceiro estratégico, estar sob ataque dos EUA, a China prossegue a máxima de Napoleão de “nunca interromper o inimigo quando ele erra”. Enquanto Trump, o imprevisível, fomenta o caos com uma guerra que não consegue justificar e acirra tensões com aliados dos EUA, a China dialoga com todos e apresenta-se como “pacificadora” e “rochedo de estabilidade”. Enquanto Trump se desmente com promessas de “paz pela força” e de “vitória rápida”, drenando recursos e a atenção dos EUA, a China propagandeia as suas Iniciativas Globais de Segurança e de Civilização, expande o uso do yuan nas transações e oferece alternativas logísticas, tecnologia verde e de reconstrução. Se Trump não contou com o “encerramento” do Estreito de Ormuz pelas seguradoras, a China vê aqui um modelo que poderá replicar no Estreito de Taiwan. E com a perda de confiança nos EUA, poderá haver bases militares chinesas no Médio Oriente mais cedo do que tarde. Os erros estratégicos de Trump favorecem a estratégia clássica da China: tirar partido das oportunidades e reforçar a sua posição sem disparar um tiro.
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