O cheiro a relva recém cortada invadia-me o nariz enquanto via o meu cão correr pelo jardim, alheio ao mundo, feliz por razões que só ele lá saberá. Dei por mim, apaixonado, a observá-lo. Eram mais ou menos seis da tarde quando me apercebi, para meu espanto, de que ainda estava de dia. O tempo, já em tons amenos, prescindia de um casaco grosso. Eis que me lembrei: chegou a primavera. Oficialmente, só a 20 de março, mas a natureza nunca foi muito de respeitar calendários feitos por nós humanos. Com ela começam a desabrochar as flores e, ao mesmo tempo, as andorinhas regressam para darem os seus concertos nos parques. É o início do fim dos dias chuvosos que despertam em nós uma melancolia que nem sempre sabemos de onde vem e, por isso, culpamos a metereóloga. Com isto, não quero dizer que o inverno não tenha o seu valor. Tem, e muito. Nós é que, às vezes, não sabemos aproveitá-lo. A verdade é que as estações põem-nos a nu na nossa eterna inconformidade com o tempo: ora está muito calor, ora está muito frio. É a génese humana, esta dificuldade em aceitar o que temos enquanto o temos.
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