Da derrota dos positivistas, que acreditavam atingir a verdade absoluta através do conhecimento científico, surgiu uma nova ciência, a Estatística, que arrumou em prateleiras organizadas o que eram os saberes empíricos sobre indivíduos e comunidades. No domínio da criminalidade foi criada uma categoria, denominada Cifra Negra, onde se encaixotava o que não era conhecido - é a diferença entre a criminalidade real e aquela que chega ao conhecimento das autoridades. Uma espécie de terra de ninguém onde se arrumam moralismos, convicções, crenças e, também, uma generosa fatia da atividade criminal. Tem sido grande o esforço do Estado para diminuir a dita Cifra Negra e com algum êxito, nomeadamente nos crimes sexuais após a incorporação de mulheres nos edifícios policiais e entregando-lhe a investigação de abusos sexuais, violações, levando mais vítimas a denunciarem os comportamentos ilícitos que sofreram. A multiplicação das televisões, a demanda noticiosa diária, a repetição das notícias durante dias, impulsionou um novo olhar sobre a criminalidade desconhecida e construiu-se um universo mais amplo que verdade, falsidade, intriga, mentiras objetivas e outras difusas, a que hoje se chamam ‘perceções’. Uma palavra engravatada para dissimular a ignorância.
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