Os colégios privados insistem em serem sustentados pelo Estado (fofinhos liberais) e, de novo, usaram crianças em manifestações. Só nos últimos anos foi assim com os protestos contra a interrupção voluntária da gravidez, em 2007, nomeadamente, numa ‘Caminhada pela Vida’. Lá desfilou a miudagem, com ditos e cartazes com desenhos infantis de grávidas e bebés. Mais manipulador era difícil.
Quatro anos depois, para defender o financiamento público dos colégios privados, as crianças levaram caixões e flores. Roçou o perverso, para não falar do mau gosto. Houve notícias de que os infantes que não participaram levaram falta. Agora, repetiu-se a façanha e lá estão os putos ao serviço dos negócios.
Mas não se admirem. Estes são os que choram a baixa da natalidade de manhã e que, à tarde, se opõem ao aumento do salário mínimo ou que, à 2ª, 4ª e sexta acusam os pais de fazerem das escolas depósitos e à 3ª e 5ª aplaudem a desregulação das relações laborais e dos horários de trabalho. Enfim, numa semana são queques, educados, muito católicos e só defendem o superior interesse da criança. Na semana seguinte, instrumentalizam os petizes sem dó nem piedade. Belo espírito para o ensino, este. Que amor.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
Afinal de que adiantam dias de descanso se tivermos fome e sem casa para morar?
Um conjunto sistematizado de princípios e normas que prescrevem direitos e deveres recíprocos
Em Portugal, nada é mais difícil do que o humor. A realidade vem sempre coberta por uma mortalha absurda que derrota qualquer concorrência.
Olhamos para o lado e vemos o Governo espanhol a apoiar famílias e empresas
Sem intermediação religiosa
Não gostava do Generalíssimo como não gostava do dr. Salazar, o que várias vezes se apresentou ser um problema para a família