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Luís Campos Ferreira

Luís Campos Ferreira

Freddie Mercury: Chamavam-lhe “Mr. Fahrenheit”

04 de setembro de 2026 às 00:30

O braço esticava-se no ar, com o microfone erguido como quem segura uma tocha, e o estádio inteiro respondia em uníssono. De seguida, vieram os fogos de artifício e o som das mais de 72 mil pessoas que enchiam o Wembley Stadium fundiu-se numa euforia coletiva difícil de eu agora vos traduzir por palavras. Era 13 de julho de 1985 e o mundo assistia ao Live Aid, o concerto que reuniu, em simultâneo, alguns dos maiores nomes da música em Londres e em Filadélfia. Nesse dia, muitos subiram ao palco. Porém, durante cerca de vinte minutos, houve um homem que se apoderou por completo daquele estádio e, com ele, dos quase dois mil milhões de telespectadores que acompanhavam a transmissão em todo o planeta. Foi, para muitos, a maior atuação ao vivo da história do rock.

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