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Rui Pereira

Rui Pereira

Professor universitário

Heróis e mártires do direito de informar

05 de julho de 2026 às 00:30

Passam amanhã cinco anos sobre a data em que Peter de Vries foi baleado numa rua de Amesterdão. Acabara de sair de um estúdio de televisão e veio a falecer nove dias depois aos 64 anos. É justo que o evoquemos, porque deu a vida em defesa da liberdade de informação. Destacou-se na investigação de crimes complexos e contribuiu para a reabertura de processos sem solução à vista. A sua “sentença de morte” foi ditada por ter apoiado a principal testemunha do caso “Marengo”, dirigido contra uma poderosa organização dedicada ao tráfico de droga. O mandante (autor mediato, segundo o critério que reconhece domínio do facto no âmbito de organizações criminosas) foi o “barão da droga” Ridouan Taghi, que já cumpria prisão perpétua por ter ordenado outros homicídios, mas nem por isso foi impedido de prosseguir a carreira criminosa. Autores materiais e cúmplices foram condenados a penas de prisão entre dez e vinte e oito anos, tendo evitado a prisão perpétua por ausência de antecedentes conhecidos.

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