Ainda que esse ascendente seja disputado por alguns historiadores, é muito provável que a avó do Grande Inquisidor, que condenou milhares de judeus à fogueira, fosse judia sefardita.
Vem isto a propósito dos milhares de portugueses que condenaram a mãe da jovem que morreu de sarampo e que não estava vacinada.
Pouco me interessa o debate sobre se houve ou não houve uma razão plausível para que a jovem não tivesse sido vacinada em criança. Não sei, nem interessa à conclusão desta crónica, se houve aconselhamento médico, se a jovem teve um choque anafilático resultante de uma outra vacina. Ao contrário dos Torqueamadas, que poluíram as redes sociais e as inenarráveis caixas de comentários dos jornais online, não sou nem inquisidor nem especialista em imunologia ou medicina.
O que verdadeiramente me preocupa é o julgamento sumário de uma mãe a quem sucedeu a pior das maldições: a perda de um filho. Que, certamente, e qualquer que tenham sido as circunstâncias, viverá o resto da sua vida com a dor e com o sentimento de culpa por ter feito, eventualmente, bem ou mal aconselhada, uma escolha infeliz.
Pois, dirão, e é verdade também, que o sarampo resiste por haver quem não seja vacinado. E concordarei que o facto de haver quem por isso não lhe seja imune ajuda à propagação da doença, colocando outros em risco. Outros, ainda assim, que se estiverem vacinados já não correm esse risco.
O que me perturba é que a mãe da adolescente, para além da dor e do inevitável sentimento de culpa, esteja sujeita aos torqueamadas impiedosos. E, contudo, muitos deles, que vacinaram os filhos, regressaram de férias com os seus filhos a bordo de carros, a velocidades alucinadas, colocando em risco os seus e os filhos dos outros. Claro que isso, como a ascendência judia de Torqueamada, já não lhes interessa. O que os motiva é a fúria justiceira, a sede de sangue, o instinto do linchador.
Pois eu fico-me pela profunda tristeza, pela perda de uma vida, pela dor de uma Mãe e por viver numa sociedade que não sabe o significado de clemência.
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Prémios europeus - Conferência sobre design
Este ano, a cerimónia de entrega dos prémios europeus de design realiza-se em Portugal no próximo dia 27 de maio, no Teatro Rivoli. Trata-se de um grande evento que trará ao Porto alguns dos melhores designers da Europa. A Câmara do Porto, enquanto co-organizadora do evento, não quis, no entanto, ficar-se por aí e, em articulação com o organizador internacional vai realizar, já a 27 de abril, duas conferências de warm-up na Faculdade de Belas Artes e da ESAD, como forma de envolver toda a comunidade académica no evento que foi conquistado pela cidade do Porto depois de, em 2015, a marca ‘Porto.’ ter ganho o galardão de melhor da Europa. Desta forma, o Porto junta-se também a Matosinhos, uma cidade com uma forte ligação ao design e com uma escola exemplar nesse segmento.
Renovação da STCP - Novos autocarros
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