Há muitos anos que não nos encontrávamos com hora marcada e lugar próprio. Não foi a dobrar a esquina nem nas finanças. Durante anos a mesma conversa de fugida: há quanto tempo! Que é feito? pergunta um de nós sem estancar o passo, Vim pedir umas informações sobre recibos verdes, ao telefone dizem-me uma coisa, aqui dizem outra e tu, tás bem, os teus pais? Tudo a andar, temos de combinar um almoço com a malta, Pois temos!, Bem, tenho de ir, beijinhos, adeus. Adeus… E como na canção do Paulinho da Viola o sinal abriu e ninguém sabe se aqueles dois amigos voltaram a encontrar-se sem ser novamente no meio do fluxo caótico e cansativo em que transformámos as nossas vidas. À distância vamos sabendo que a Selene foi mãe, que o Vítor tem artrite reumatóide, que a Chaby abriu uma escola de natação em Maputo e treina alguns dos melhores atletas de Moçambique. Nunca mais vimos o Coxo, que será feito dele? E a Fatinha, continuará a tomar conta dos pais? O Fábio vemos de vez em quando no restaurante. Eles estão cá dentro guardados, todos, num lugar onde nem sabemos muito bem onde começamos nós e acabam eles, porque nos misturámos até ao coração, somos todos partes incertas uns dos outros.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
Faltou solidariedade com a Espanha e o Reino Unido.
O governo não tem o direito de envolver Portugal na guerra.
Defensores implacáveis da sua independência e liberdade, os finlandeses sabiam bem como era importante um país periférico do continente europeu libertar-se de uma longa ditadura.
Foi criado pelos americanos durante a Segunda Guerra Mundial quando houve racionamento.
Dificilmente Trump - que para já só alcançou o alastrar do conflito a toda a região - conseguirá algo sem tropas no terreno.
Eles estão cá dentro guardados, todos, num lugar onde nem sabemos muito bem onde começamos nós e acabam eles
O Correio da Manhã para quem quer MAIS
Sem
Limites
Sem
POP-UPS
Ofertas e
Descontos