Fernando Medina
Presidente da Câmara Municipal de LisboaJá muito foi dito sobre as declarações do presidente do Eurogrupo sobre a forma como os países do sul da Europa gastam o seu dinheiro. Mas a verdade crua é que o ainda ministro holandês limitou-se a dizer em voz alta o que pensam responsáveis de vários governos do centro e norte da Europa e das instituições europeias.
Há quem tenha feito toda uma carreira política manipulando e agitando preconceitos sobre povos e regiões num espaço como a Europa, que se quer comum. A resposta à crise financeira é disto exemplo flagrante, pois a base de sustentação das políticas está ainda hoje nos julgamentos morais do norte sobre o sul.
Muito se tem falado sobre a xenofobia e o radicalismo de franjas políticas em crescimento, mas o populismo de "rosto soft" de alguns dos principais políticos europeus tem causado danos bem mais profundos à unidade da Europa. Wolfgang Schäuble, o poderoso ministro alemão das Finanças, é também dos políticos mais populares do seu país precisamente porque tem construído a sua reputação numa intolerável (e totalmente injustificada) superioridade moral sobre os países do sul.
No momento em que se comemoram os 60 anos do Tratado de Roma, é certamente importante relembrar o extraordinário êxito que é o projeto da construção europeia. Se algo sintetiza bem este êxito é o facto de vivermos um dos mais prolongados períodos de paz geral na história do continente, e uma época geralmente marcada pela expansão da democracia, do progresso económico e social. Mas não podemos aceitar que a Europa se reduza a um projeto com "um grande futuro atrás de si", pois as consequências da alternativa do nacionalismo são tragicamente conhecidas.
Reconstruir o projeto europeu à volta de uma ambição comum e de interesses e valores partilhados só será possível quando forem afastadas do centro político da Europa as atitudes de preconceito, intolerância e até de xenofobia. Esperemos que as possíveis vitórias de Emmanuel Macron e de Martin Schulz nas eleições deste ano, na França e na Alemanha, possam ser o passo que a Europa precisa para responder em simultâneo às várias crises com que hoje está confrontada e projetar um novo ciclo de prosperidade.
Lisboa de cara lavada
Ainda há muito a fazer a este respeito, mas o investimento na reabilitação é uma das melhores notícias que temos tido na capital do país. O próximo ciclo tem de ser marcado por uma fortíssima aposta na qualificação do transporte público e pela aposta em programas públicos de habitação que respondam às necessidades de vastos setores da classe média. É nesse sentido que, já nas próximas semanas, a Câmara vai lançar os primeiros concursos para a Renda Acessível, um programa que visa corrigir uma falha de mercado evidente e garantir mais de 5000 casas, no centro da cidade, a preços acessíveis à classe média.
A coragem de Tobias Ellwood
Elevador da Glória Eunice Muñoz: 75 anos de carreira
Elevador da Glória Eunice Muñoz: 75 anos de carreira Isabel Alçada e Ana Maria Magalhães
Chegou às livrarias um novo livro da série ‘Uma Aventura’. Desta vez a história decorre em Conímbriga. É uma série que marcou as primeiras leituras da minha geração e que chega agora à geração dos meus filhos. Verdadeiro serviço público de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada!
Lisboa, uma cidade global
Mais de 27 mil pessoas já visitaram, no espaço de um mês, a exposição ‘A Cidade Global, Lisboa no Renascimento’. Uma boa oportunidade para ir ao Museu de Arte Antiga e contemplar a forma como foi recriada a Lisboa do século XVI, uma das cidades mais cosmopolitas do seu tempo.
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