O toque a rebate de Trump, exigindo a presença no estreito de Ormuz de aliados, amigos, conhecidos, adversários e inimigos prova que os EUA estão longe de cantar vitória e mais longe ainda de saberem como terminar o conflito. Basicamente, Trump incendiou o Médio Oriente e agora chama os ‘bombeiros’ para apagar o fogo, em tom de ameaça. A resposta da esmagadora maioria dos ‘soldados da paz’, para já, é não. Quem semeou o vento, que colha a tempestade. Defender a passagem das embarcações pelo estreito de Ormuz, além de ser uma operação de enorme complexidade, pode conduzir a um cenário ainda pior do que já está, com os iranianos a atacarem instalações petrolíferas dos países vizinhos. Teerão tem revelado uma capacidade militar (e estratégica) que se desconhecia, não se sabendo ao certo que surpresas guarda ainda no seu arsenal. A resolução do conflito pela via diplomática, sendo a única que se afigura com sucesso, também não se avizinha fácil. É a segunda vez que o Irão é atacado, a meio de negociações e, como diz o povo, ‘gato escaldado de água fria tem medo’. Restaria a retirada das tropas norte-americanas, mas Trump, com um ego do tamanho do Mundo, dificilmente aceitará bater em retirada. Estamos, portanto, num beco sem saída, desconhecendo-se como vamos acordar amanhã. E o medo do desconhecido é o pior de todos os medos.
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O pior dos medos é o desconhecido. É o ponto onde estamos.
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